O Evento Que Redefiniu o Gravel Brasileiro
Por Eduado Ayres
A Gravel Loop foi realizada no Instituto Arjon, no distrito de Maracujá, com percurso passando por São Bartolomeu, Glaura e Serra do Gandarela. Mais de 100 atletas participaram, consolidando o evento como a segunda maior prova de gravel do Brasil, atrás apenas do evento da UCI realizado em Santa Catarina.
Foi a primeira edição organizada por Dani Grande e Thiago Vinhal, dois parceiros que se uniram para construir um novo capítulo nos eventos da modalidade em Minas. A prova já nasceu grande: extremamente bem organizada, com estrutura sólida e um clima de comunidade muito forte.
A largada aconteceu no Instituto Arjon, um verdadeiro oásis do esporte a menos de uma hora de Belo Horizonte. Estrutura impecável para atletas: restaurante, estacionamento amplo, espaço para banho pós-prova, organização eficiente e um ambiente que respira esporte. Um projeto conduzido pelo João Porto, CEO do Instituto, que merece destaque pelo nível de entrega. A estrutura é disponibilizada ao público sem custo, o que reforça ainda mais o impacto do projeto.
O percurso foi um espetáculo à parte. Passamos pela Floresta Estadual do Uaimií, um lugar com atmosfera quase mágica. Descidas técnicas como a Inferno Verde exigiram habilidade máxima, especialmente por conta do terreno ainda úmido das chuvas de fevereiro. O dia da prova foi um presente: depois de um mês chuvoso, abriu o sol mais bonito de fevereiro.

Ao longo do trajeto, rios cortando a paisagem, pessoas praticando caiaque, cenários que parecem distantes da rotina urbana e tudo isso a menos de uma hora da capital. Esse contraste encantou.
Do ponto de vista esportivo, a prova reuniu diversos nomes relevantes do gravel em Minas e no Brasil, elevando o nível técnico da disputa.
Nossa atleta Gabi Ferolla conquistou o primeiro lugar geral, entre homens e mulheres, chegando quase nove minutos à frente do segundo colocado. Uma vitória dominante, que mostra que ela começa o ano muito forte. A próxima parada é o Cape Epic. Ficou claro que, além de ser uma pessoa de coração gigante, dessas que elevam qualquer ambiente, ela também é uma atleta de muita sagacidade, inteligência de prova e vontade absurda de vencer.
Eu, Eduardo conquistei os 50 quilômetros no geral, na minha primeira experiência no gravel. Ficou evidente como a base do mountain bike faz diferença. O gravel tem raízes fortes no ciclismo de estrada, mas num percurso técnico, com terreno úmido e descidas desafiadoras como as de ontem, a habilidade construída no MTB pesa e pesa muito.
Saí dessa prova com uma certeza: o gravel veio para ficar. É um movimento que vai crescer muito no mercado de duas rodas e merece atenção de todos.
A Vörr participou como atleta e apoiadora do movimento. Temos muito orgulho de ter feito parte desse momento desde a primeira edição e de contribuir ativamente para fortalecer a cultura do gravel em Minas.
Parabéns aos organizadores, apoiadores e patrocinadores. A primeira edição já mostrou que a Gravel Loop nasceu grande.