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Onde o Movimento Encontra a Arte: Galeria Sabino chega à Casa Vörr

A Casa Vörr inaugura seu primeiro espaço expositivo temporário com obras de três fotógrafos que compartilham, cada um à sua maneira, a mesma matéria-prima: o corpo em movimento, a natureza, e o olhar atento ao instante.

Quando a Vörr abriu as portas da Casa Vörr, no Cidade Jardim, ficou claro que aquele imóvel modernista de mais de 1.200 m² não seria apenas mais um endereço de varejo. A proposta sempre foi mais ampla: reunir loja, café, práticas de bem-estar e cultura sob o mesmo teto. Com a inauguração da Galeria Sabino, esse projeto ganha forma concreta nas paredes.


A galeria nasce como um espaço de convivência com a arte. Quem chega para um café ou para experimentar uma peça nova encontra, também, fotografias que falam sobre paisagem, movimento e presença. A primeira exposição reúne trabalhos de três fotógrafos que chegam à Casa Vörr com trajetórias e linguagens distintas, mas com um denominador em comum: fotografar é, para eles, uma extensão do próprio movimento.


Weber Pádua: O olhar que percorreu o mundo
Designer gráfico e professor universitário, Weber Pádua tem quase quatro décadas de câmera na mão. Aos 15 anos, ganhou sua primeira câmera e passou a registrar o cotidiano ao redor. Desde então, transitou pelo fotojornalismo, pela moda e pela publicidade, com sets espalhados por diversos países, mas sempre com um olhar apurado para expressividade e detalhe. Formado na escola da Guignard e com passagem pelas passarelas do Grupo Mineiro de Moda e pelo Grupo Corpo, Weber domina toda a escala de cores sem perder as nuances do preto e branco. Sua obra autoral está reunida em quatro livros: Weber Pádua 5X5 (2013), Tokyotosaka (2015), Fotola (2017) e Ire Ice Zea Land Down Under (2020).


Eduardo Zwetkoff Eustáquio: A meditação em movimento
Há mais de 20 anos, Eduardo Zwetkoff percorre de bike as trilhas da região das Perdidas com uma câmera sempre junto. Para ele, fotografar é uma espécie de meditação em movimento, o momento em que para a bike, observa a cena e se concentra transforma a adrenalina do trail em contemplação silenciosa. As imagens que apresenta na Galeria Sabino mostram a região das Perdidas sob o olhar de quem a conhece palmo a palmo, trilha por trilha: paisagens capturadas em plena atividade, onde a respiração da mata e a luz sobre a pedra ganham permanência.


Rômulo Cruz: Movimento e pessoas como linguagem
Nascido em Aracaju em 1985, Rômulo Cruz vive no litoral norte de Santa Catarina desde 2005 e carrega uma formação incomum para um fotógrafo: é oceanógrafo. Foi pela ciência que chegou à imagem, como uma forma mais natural de transmitir ideias e pensamentos. Especializado em esportes de ação e endurance, seu trabalho para grandes marcas e campanhas publicitárias parte sempre do mesmo princípio que guia toda a sua trajetória: movimento e pessoas são os assuntos que sempre estão à frente de suas lentes.


A escolha dos três artistas não é aleatória. Há uma coerência entre o que a Vörr defende como marca: movimento, bem-estar, pertencimento, e o que Rômulo, Eduardo e Weber trazem para as paredes da Galeria Sabino. A fotografia, aqui, não é decoração. É mais um ponto de contato com uma forma de ver o mundo que a Casa Vörr quer cultivar.

"Queremos que as pessoas venham para tomar um café, ver uma exposição, fazer uma prática de yoga e, naturalmente, respirar a nossa essência. É um ambiente de pertencimento, não apenas de consumo", disse Humberto Ayres, diretor criativo e sócio da marca, na noite de inauguração.

A Galeria Sabino fica na Casa Vörr, no bairro Cidade Jardim, em Belo Horizonte.

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